segunda-feira, 11 de agosto de 2008

De vez em quando


Até que de vez em outra achar tudo bonito deixa a gente meio boba e escrevendo umas coisas de lindeza. E num dia desses ainda existe alguém que te pede para escrever sobre cor. É isso que sái. De vez em quando é bom, antes fosse sempre.

O Azul

Azul é o céu, azul é mar, azul é calma, azul são ondas. Azul é descanso, é doce caseiro. É uma soneca tirada depois de um farto almoço, é o vento. É o farfalhar de folhas, é uma brisa à beira-mar - azul. É o vôo do pássaro, é uma jangada. No mar. Azul. É um caderno de segredos de menina, é um abraço que pára qualquer tempestade. É cor de caneta, da caneta que escrevo.



O Verde

Penso na cor verde e não tem jeito, é uma árvore. Com troncos bem grossos e uma vasta copa. Logo me vem a sombra e penso nela enorme. E a grama, que ocupa toda essa sombra, e nas formigas que lá passeiam. Chega então todo o perfume do lugar. Não sei por quê, mas penso em livros, penso em histórias fantásticas, em contos de fadas, e termino em um beijo. Um primeiro beijo, dado com todo amor e timidez do mundo.


O Preto

É morte, é luto é escuridão, é ruim, desespero. Digo que não. É escuro, certo, mas é meditação. Quando se pára depois de um dia agitado e se percebe que se está vivo. Momentos pretos podem ser tristes, mas mostram que existe o branco. Não esqueço noite, mas não triste, uma estrelada, uma que faça descançar os olhos de luz e embale para um outro sol.

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