quarta-feira, 13 de agosto de 2008

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Gosto de coisas que terminam de repente. Sabe, melhor assim, quando do nada se espera nada e pronto, acaba. Se alguma coisa tem que ser inesperada, essa coisa é o fim. O começo geralmente é batalhado, é bem feito, é pensado e ainda se tem toda uma história. O fim não. É o ponto final. Alguém pode até dizer que já estava previsto. Mas não, ninguém nunca sabe o momento exato, hora de fechar as páginas, de acender as luzes.

Aconteceu assim no filme de Zé Dumont, Tigipió - uma questão de amor e honra, é assim, quando a história esquenta, explode tudo e FIM. Esse é o fim pra acabar , quando só se dá para explodir tudo. Ou então em Auf Der Anderen Seite, "Do outro lado", quando tudo está começando a se ajeitar e os personagens que passam todo um filme para se mostrarem seus rostinhos estão quase se encontrando, pronto. Créditos. Esse é o fim para não estragar história. Esses salvam exelentes delas, aquelas que são tão perfeitas que um deslize na hora do "The End" pode fazer tudo merecer a lata de lixo.

Escrever as útimas frases, falar as últimas palavras é sempre mais difícil, assistir e de repente terminar. Às vezes dá lágrimas. Mas é uma arte dar "adeus"... À Deus, e que se guarde o melhor dos antes dos finais.